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Uso de Testosterona e Libido da Mulher

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A testosterona é um hormônio formado a partir do colesterol, chamado esteroide, essencialmente masculino, mas importantíssimo na mulher também, apesar das mulheres produzirem 20 a 30 vezes menos do que os homens. A deficiência de testosterona pode ter consequências sérias, tanto físicas como mentais, prejudicando a saúde da mulher. Os sinais e sintomas variam, dependendo da etapa da vida na qual a deficiência de testosterona ocorra.
Na mulher, os hormônios androgênicos DHEA (dehidroepiandrosterona) e testosterona decrescem lenta e progressivamente a partir da quarta década e por toda a vida. O declínio dos androgênios pode gerar um estado de deficiência que se manifesta insidiosamente por diminuição da função sexual, bem estar e energia, alterações na composição corporal com perda de massa muscular, ganho de gordura e e perda de massa óssea. Se há história de retirada dos ovários, deficiência hormonal hipofisária, supressão da androgênese adrenal e/ou os níveis séricos de testosterona se encontram reduzidos como ocorre em usuárias de anticoncepcionais hormonais, é provável que estes sinais e sintomas sejam aliviados pela administração criteriosa de testosterona, cuja prática tem se difundido. Nas doses atualmente preconizadas, parece que os benefícios sobre massa óssea, sexualidade e qualidade de vida são alcançados sem importantes efeitos colaterais de virilização.
Após a menopausa a produção total de testosterona cai drasticamente, mas continua sendo produzida em menor quantidade pelas adrenais. De fato, cerca de 30% das mulheres apresenta desinteresse sexual após a menopausa e, embora para isso possam contribuir fatores culturais, psicológicos, afetivos e orgânicos, muitas pesquisas destacam a importância dos androgênios para a sexualidade feminina.
Os androgênios parecem ter também, influência significativa no comportamento, sensação de bem-estar e humor de mulheres após a menopausa, com decréscimos nas queixas de depressão e somatizações, conforme sugerido por pesquisas.
Antes da menopausa a testosterona nas mulheres é produzida pelos:
• Ovários (25%) que são estimulados pelo LH (hormônio da hipófise),
• Glândulas Adrenais (25%)
• Conversão periférica a partir da androstenediona e da DHEA (50%)
CAUSAS DA SUA DIMINUIÇÃO:
• Menopausa
• Insuficiência adrenal
• Uso (atual ou prévio) de anticoncepcionais hormonais
• Retirada dos ovários – ooforectomia (cirúrgica, química, pós-radioterapia)
• Insuficiência parcial dos ovários em produzir testosterona
• Xenoestrógenos ambientais como o bisfenol
• Medicamentos como anti-depressivos, estatinas para abaixar o colesterol, estrogênios, anti-androgênios e glicocorticoides
• Estresse excessivo já que o cortisol (hormônio do estresse) bloqueia a testosterona.
• Falência ovariana prematura
• Anorexia nervosa
• Artrite reumatoide
• Lupus eritematoso sistêmico
• Síndrome de imunodeficiência adquirida
Como podem notar não é apenas a mulher no pós-menopausa que tem que ter seus níveis hormonais dosados. A queda deste hormônio pode ocorrer em qualquer idade.
Em 2001, o consenso de Princeton, com base em ampla revisão da literatura, considerou que sintomas de desinteresse sexual, diminuição da libido, reduções no bem-estar, alterações de humor, falta de motivação e fadiga persistentes, não justificáveis por doenças psiquiátricas ou orgânicas e na presença de um status estrogênico normal, despertam a suspeita da síndrome de deficiência relativa de androgênios na mulher.
Baixo nível de Testosterona com o uso de anticoncepcionais hormonais:
Em mulheres jovens, usuárias de anticoncepcionais hormonais, encontram-se níveis baixíssimos deste hormônio o que pode acarretar diminuição importante da libido. Além disso, o anticoncepcional hormonal oral diminui a quantidade de testosterona livre já que estimula a produção pelo fígado de uma proteína chamada de Globulina Ligadora de Hormônio Sexual (SHBG). Esta proteína se liga de forma muito intensa à testosterona diminuindo sua forma ativa, a forma livre. Esta situação ocorre tanto nas usuárias de pílula como nas mulheres que fazem reposição hormonal na menopausa com hormônios tomados pela boca (via oral).
Os níveis de SHBG em usuárias de pílulas costumam ser tão altos que o laboratório precisa fazer duas vezes o mesmo exame para chegar a um resultado. Caso use pílula, peça este exame ao seu médico e notará um nível bem acima do valor de referência com a seguinte mensagem no laudo do laboratório: “exame repetido e confirmado com diluição da amostra”.
Outras formas de anticoncepcionais hormonais, que não sejam orais, não elevam a SHBG da mesma forma mas, também, podem causar um estado de deficiência hormonal em mulheres acarretando problemas sexuais e de composição corporal.
É comum ver usuárias com mais de 10 anos de uso anticoncepcionais hormonais apresentando deficiência de leve a importante de massa muscular com excesso de gordura caracterizando-as como “falsa magra ” e acarretando baixa autoestima. Para piorar, essas mulheres muitas vezes fazem uso de anorexígenos e antidepressivos para comer menos, o que não favorecerá em nada o ganho de massa muscular e a insatisfação com a imagem.
SINTOMAS/SINAIS DE TESTOSTERONA BAIXA:
• Diminuição ou perda do deseja sexual
• Dificuldade para atingir o orgasmo
• Diminuição dos feromônios que são liberados através da pele para chamar atenção masculina quando a mulher está ovulando.
• Diminuição da autoestima e da autoconfiança
• Falta de iniciativa e de vontade se cuidar
• Aumento de gordura corpórea
• Diminuição de massa muscular esquelética
• Diminuição de massa óssea
• Menor tônus muscular
• Fraqueza
ALTERAÇÕES LABORATORIAIS SUGESTIVAS
• Aumento importante da Globulina Ligadora de Hormônio Sexual (SHBG) – em usuárias de anticoncepcionais hormonais
• Testosterona livre próxima do limite do inferior da normalidade ou abaixo
• Elevação de FSH/LH em mulheres na menopausa
• Supressão de FSH/LH em usuárias de anticoncepcionais hormonais
• Diminuição de SDHEA
COMO DIAGNOSTICAR?
Queixas clinicas associadas a alterações laboratoriais.
COMO TRATAR?
1. Reposição hormonal com testosterona e outros hormônios caso necessário;
2. Suspensão do anticoncepcional hormonal tomado pela via oral, se for esse o motivo;
3. Melhoria do estilo de vida;
4. Emagrecimento;
5. Fortalecimento muscular;
6. Prática de exercícios de alta intensidade.
Mulheres devem apenas receber testosterona quando ainda menstruam ou quando fazem reposição de hormônios ovarianos na menopausa como estradiol e progesterona.
QUAIS OS EFEITOS COLATERAIS ?
Tudo em excesso não é bom e esta afirmação também é válida para hormônios. Quando temos níveis supra-fisiológicos de testosterona, podemos perceber o aparecimento gradual de acne, pelos, alterações menstruais e queda de cabelo que podem ser revertidas com suspensão ou ajuste da dose.
Efeitos colaterais como aumento do “gogó”, aumento do clitóris, masculinização da face, crescimento excessivo de pelos, aumento demasiado de massa muscular e alterações da voz são vistos em mulheres que fazem uso indiscriminado de derivados deste hormônio, de forma não criteriosa, apenas para fins estéticos e na maioria das vezes sem acompanhamento profissional adequado.
QUAIS AS CONTRA-INDICAÇÕES?
• Câncer de mama ou endométrio em atividade ou tratado a menos de cinco anos. Obs. Alguns estudos mostram que na verdade a testosterona pode proteger do câncer estrogênio dependente
• Sangramento uterino de causa indeterminada
• Síndrome dos Ovários Policísticos
• Tromboses
• Neoplasias androgênio-dependentes,
• Acne e/ou hirsutismo graves
• Alopécia androgênica
• Situações em que não se deseje o aumento da libido
A SÍNDROME DOS OVÁRIOS POLICÍSTICOS
Algumas jovens tomam pílula porque são diagnosticadas ao Ultra Som com ovários micropolicísticos, situação esta que pode pode ser normal conforme a fase do ciclo em que se faça este exame. Outras porque acreditam que assim ” regulam o ciclo”. Que fique claro que esta falsa ” regulação” estará apenas dando conforto a mulher para que ela saiba quando será o período menstrual mas os níveis hormonais não estarão nem um pouco regulados .
Ovário micropolicístico é diferente de Síndome dos Ovários Policísticos (SOP). Nesta síndrome, que ocorre em 6 a 10% das mulheres em idade reprodutiva, nem sempre temos ovários policísticos, mas em geral temos:
• Aumento de insulina – resistência à insulina
• Excesso de pelos, acne e queda de cabelo
• Sobrepeso e obesidade em pelo menos 50% das pacientes
• Alterações menstruais e/ou ovários policísticos
• História familiar em grande parte dos casos mas não em todos
A SOP pode ser tratada com pílulas em casos mais severos mas existem métodos alternativos as pílulas , SEMPRE COM ACOMPANHAMENTO DE PROFISSIONAIS, como por exemplo:
• Dieta de baixo carboidrato para diminuição de insulina
• Exercícios físicos – ajudam a sensibilizar a insulina
• Eliminação de xenoestrôgenos da rotina como bisfenol e soja
• Diminuição ou eliminação de produtos lácteos
• Progesterona natural
• Indol 3 Carbinol e Crisina: controlam os níveis de estrógenos
• Sensibilizadores da insulina como a metformina
• Bloqueio de DHT com medicamentos alopáticos ou fitoterápicos com saw palmeto por exemplo
OUTROS HORMÔNIOS ENVOLVIDOS NA LIBIDO DA MULHER :
Estudos de Mestor e Frohlich (2000), corroborados por Argiolas e Melis (2003), indicam que fatores endócrinos, incluindo os andrógenos, estrógenos, progesterona, prolactina, ocitocina, cortisol e feromônios; neurotransmissores, incluindo óxido nítrico, serotonina, dopamina, epinefrina, norepinefrina,opioides, acetilcolina, histamina e ácido gama-aminobutírico(GABA); bem como influências do SNC compõem a intrincada neurofisiologia da sexualidade.
• DHEA – pré-hormônio da testosterona – regula humor e energia também.
• Hormônios tireoideanos – comandam todo o metabolismo e são importantíssimos na regulação da libido.
• Hormônio do crescimento e somatomedina C – atuam em conjunto com a testosterona.
• Ocitocina – hormônio do prazer e do orgasmo.
• Progesterona – hormônio “feel good” (bem-estar) – notem que a progesterona é diferente de qualquer progestágeno contido nos anticoncepcionais. Tem papel importantíssimo no bem-estar.
• Estradiol – o déficit leva à falta de libido como ocorre na menopausa – o excesso pode suprimir a progesterona, aumentando a chance de TPM.
• Estriol – importante na lubrificação vaginal.
• Prolactina – o excesso, como na amamentação, bloqueia a ação da testosterona e do estradiol/progesterona.
• Melanotrofina – hormônio que dá cor à pele e também está envolvido na libido.
• Dihidrotestosterona – metabólito da testosterona e 4 vezes mais potente que ela.
• Cortisol – gera energia ao longo do dia, ou seja, é importantíssimo ter níveis ideais, nem alto e nem baixo, para se sentir com disposição para o ato do sexual.
• Insulina – níveis altos deste hormônio podem aumentar a quantidade de testosterona livre na mulher, portanto, mulheres obesas podem ter libido aumentada por ter mais testosterona livre.

NEUROTRANSMISSORES ENVOLVIDOS NA LIBIDO
O estágio da libido é extremamente relacionado ao desejo por sexo e é considerado um fenômeno mediado pelo neurotransmissor dopamina. Vários estudos têm demonstrado esta íntima relação da dopamina com o desejo sexual. Níveis baixos de dopamina tipicamente resultam em diminuição de libido. Alguns medicamentos que bloqueiam a dopamina acabam também reduzindo a libido e a recíproca é verdadeira, medicamentos que aumentam a dopamina podem aumentar o desejo
A acetilcolina liberada no cérebro é quem nos faz fixar a atenção, manter-nos em estado de alerta, é umas responsáveis pela memória e criatividade. Também é liberada em terminações nervosas periféricas, levando à ereção e à produção de suor durante o ato sexual. A excitabilidade é determinada também pela acetilcolina apesar de não ser um neurotransmissor tão potente quanto a dopamina em termo de regular o desejo sexual, a depleção de acetilcolina afeta diretamente a libido. Baixos níveis deste neurotransmissor podem afetar o volume de sêmen.
Orgasmo é dependente de adrenalina e noradrenalina, do neurotransmissor GABA e do bloqueio da serotonina. O GABA é sintetizado a partir de glutamina e inositol. O GABA ajuda controlar os neurotransmissores estimulantes que podem causar ansiedade, inquietação e diminuir o desejo. Precisamos de GABA para praticar o famoso “relaxa e goza”, sem GABA ficamos raivosos. Este neurotransmissor também ajuda a produzir dopamina e como já sabem esta é de fundamental importância
LIBIDO FEMININA E O CLITÓRIS.
Apertar o “botão rosa” perto vagina de uma mulher irá desbloquear os segredos para seus mais profundos prazeres sexuais. O clitóris é a parte mais sensível do corpo de uma mulher e pode enviar vibrações acima e abaixo na sua espinha quando estimulado. Embora o “botão mágico” possa transportar uma mulher e seu parceiro às nuvens, muitos homens e mulheres não estão familiarizados com ele. Para aumentar o seu QI em genitália feminina, segue abaixo uma lista de sete fatos esclarecedores sobre o clitóris, que vai fazer sua cabeça rodar.
1. É UM CENTRO DE SENSIBILIDADE
O clitóris tem cerca de 8.000 terminações nervosas, que é mais do que qualquer outra parte do corpo feminino. O pênis tem apenas 4.000.
2. É SEMELHANTE A UM PÊNIS
O clitóris não tem a forma de um pênis, mas é semelhante à anatomia masculina porque tem uma glande, um prepúcio, também conhecido como o capuz do clitóris, e ainda um eixo. Além disso, ele incha quando está excitado.
3. TEM APENAS UMA FUNÇÃO
O “botão feminino” tem um trabalho e apenas um trabalho, que é o prazer. É a única parte do corpo feminino, cuja função principal é servir como prazer.
4. O TAMANHO IMPORTA
Semelhante ao debate interminável para saber se o tamanho do pênis importa, o tamanho ou a distância do clitóris de uma mulher de sua vagina pode afetar sua capacidade de atingir o orgasmo. Um recente estudo publicado no Journal of Sexual Medicine descobriu que de 30 mulheres, 10 delas disseram que tinham um orgasmo difícil. Essas 10 mulheres tenderam a ter clitóris que eram mais distantes de sua abertura vaginal.
5. É MUITO MAIOR DO QUE VOCÊ PENSA
O clitóris é mais do que apenas um botão. Debaixo da forma que podemos observar, o clitóris tem a forma de uma fúrcula com duas pernas que se estendem por 3 polegadas no interior da vagina, ligando-se ao ponto G. Esta zona de prazer tem um grande alcance e poder durante o prazer.

6. ELE TEM UM LIMITE
O clitóris pode alcançar seu potencial máximo de prazer quando ele é estimulado. Se ele continuar a ser estimulado, o prazer pode rapidamente se transformar em dor e desconforto. O clitóris pode tornar-se muito sensível, sendo assim é melhor reduzir a estimulação e se concentrar nas áreas circundantes.
7. POSICIONAMENTO É TUDO
O posicionamento perfeito para a estimulação do clitóris pode ser a técnica de alinhamento coital (CAT). Se um homem está por cima, ele pode deslocar até cerca de 2 polegadas de modo que a base do pênis fique diretamente alinhada com o clitóris da mulher. Isto deve ser seguido por um movimento balanceado, enquanto a mulher prende as pernas firmemente em torno das coxas do homem.

MEDICAMENTOS QUE PODEM INFLUENCIAR NA LIBIDO
Em seu Estudo Sexual da Vida do Brasileiro, Carmita Abdo, criadora do Programa de Estudos em Sexualidade (ProSex) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, revela a realidade da vida sexual feminina no país: “Uma em cada duas mulheres brasileiras sente que seu desejo sexual não é tão intenso quanto ela gostaria, não fica tão excitada quanto esperava ou enfrenta dificuldades para chegar ao orgasmo”. E ela está de acordo com o que se observa na maior parte do mundo. “Temos os mesmos índices de dificuldades sexuais de outros povos”, afirma Carmita, internacionalmente reconhecida como uma autoridade em sexualidade humana.
A falta de desejo sexual ou mesmo a anosgarmia em mulheres é uma questão muito complexa, porque as causas e origens são frequentemente múltiplas e envolvem causas fisiológicas e psicológicas. Dentre as causas fisiológicas podemos citar disfunção hormonal, depressão, uso de medicamentos psicotrópicos, drogas ilícitas como a cocaína ou medicamentos para emagrecer. Alguns medicamentos contra o glaucoma também podem levar a problemas de libido. Dentre as causas psicológicas além do estresse, a depressão também é uma das razões que leva as mulheres a perderem a disposição, inclusive para o sexo. O desgaste físico e psicológico proporcionado pela depressão influencia negativamente o comportamento da mulher, assim como os antidepressivos e alguns tipos de anticoncepcionais. Medicamentos anoréxicos (para redução do apetite) atuam sobre o sistema nervoso central afetando o equilíbrio emocional do paciente, o que pode interferir nas respostas aos estímulos sexuais.
Mas a lista de medicamentos que podem prejudicar sua libido, vai muito além dos antidepressivos e afins. Até mesmo um simples antigripal pode influenciar na libido. Confira alguns medicamentos que podem interferir na sua vida sexual, reduzindo sua libido ou mesmo impedindo seu orgasmo.
Ansiolíticos
Uso: Os tranquilizantes ou ansiolíticos como o clonazepam, são usados para diminuir a ansiedade e a tensão.
Efeitos colaterais: como agem diretamente no sistema nervoso central, estes medicamentos têm o efeito de “desacelerar seus neurônios” e dessa forma, reduzem também a libido.
Antidepressivos
Uso: Inibem a recaptação da serotonina sendo prescritos nos casos de depressão, transtorno obsessivo-compulsivo e bulimia.
Efeitos colaterais: É a principal classe de medicamentos que pode causar problemas com o desejo sexual em mulheres. Em especial, os inibidores seletivos da recaptação da serotonina. Pela alteração nos níveis dos neurotransmissores, esses medicamentos afetam o desejo e a resposta sexual da paciente, reduzindo drasticamente sua libido.
Anti-hipertensivos
Uso: atuam no aparelho cardiovascular, com o intuito de controlar a pressão arterial elevada. Entre eles estão o nadolol, metazolona, atenolol e captopril.
Efeitos colaterais: Certos diuréticos e os beta-bloqueadores podem causar uma falta de desejo sexual em mulheres. É importante lembrar que, em nenhuma hipótese, a paciente deve interromper, por conta própria, o uso de sua medicação. Tal procedimento pode trazer consequências graves.
Estatinas
Uso: As estatinas são os medicamentos para redução de colesterol mais utilizados em todo o mundo. Estes medicamentos atuam inibindo a enzima HMG-CoA redutase, fundamental para a síntese do colesterol dentro das células. Esta inibição induz o fígado a remover as partículas de colesterol da circulação sanguínea. Deste modo, as concentrações plasmáticas de colesterol (colesterolemia) diminuem.
Efeitos colaterais: O córtex adrenal produz os hormônios sexuais, inclusive a testosterona, os estrógenos e a progesterona, a partir do colesterol. Assim, frente a redução do colesterol – devido ao uso de estatinas – podemos esperar que ocorra uma disfunção na produção dos hormônios sexuais o que pode levar a uma redução da libido, infertilidade e outros problemas do aparelho reprodutor.
Anticoncepcionais
Mais de 40% das mulheres que tomam esporadicamente pílulas anticoncepcionais experimentam perda de libido. A pílula reduz a testosterona, que regula o desejo sexual. Visite seu médico se o uso da pílula for o problema. Ele pode prescrever um tipo diferente de anticoncepcional, que geralmente resolve o problema.
Álcool
O consumo de bebidas alcoólicas em nosso meio fez com que o álcool se tornasse a substância mais estudada quanto a sua ação no desempenho sexual. Seu consumo sempre esteve associado à facilitação do comportamento e do desejo sexual. Muitas mulheres afirmam que o álcool aumenta seu prazer sexual. Por outro lado, estudos com marcadores fisiológicos indicam o oposto, isto é, quanto maior a quantidade de álcool, menor o prazer sexual e a capacidade de atingir o orgasmo. O álcool é considerado prejudicial ao desempenho sexual, uma vez que sua ação depressora do sistema nervoso central contribui, direta ou indiretamente, para a disfunção da ereção (clitoriana), redução da secreção vaginal, do desempenho sexual e outras disfunções sexuais.
Xenoestrógenos
A palavra “xenoestrógeno” se refere a uma série de substâncias químicas tóxicas produzidas pelo homem, que confundem os receptores celulares dos estrogênios no organismo, interferindo nas mensagens bioquímicas naturais. Podem ser compostos similares ao estrógeno ou terem a habilidade de mimetizar ou bloquear a atividade dos hormônios naturais. Xenoestrógenos como o bisfenol estão presentes em alguns tipos de plásticos e quando submetidos a temperaturas extremas são liberados e podem bloquear os receptores para a testosterona.
TESTOSTERONA E REPRODUÇÃO NA MULHER
FONTE http://www.ipgo.com.br/
Uso de testosterona antes do estímulo ovariano
As mulheres que respondem mal aos estímulos ovarianos (más respondedoras), mesmo com o uso de doses máximas de medicações, representam sempre um grande desafio ao médico especialista. Estes casos representam 9 a 24% das pacientes submetidas a ciclos de fertilização in vitro e independente do protocolo de estimulação usado, os resultados são baixos, com altas taxas de cancelamento e baixas taxas de gravidez.
Um estudo realizado por Bosdou e Colaboradores, publicado na revista Human Reproduction Update avaliou o uso da testosterona previamente a ciclos de FIV na tentativa de aumentar a resposta ovariana em pacientes más respondedoras. Esta pesquisa demonstrou que o uso de testosterona transdérmica antes do ciclo de FIV parece aumentar a taxa de gravidez em 15% e a taxa de nascimento em 11%. Além disso, diminui a dose de gonadotrofina necessária e o número de dias de estímulo. Embora ainda sejam necessários mais estudos, este trabalho aponta uma nova possibilidade de tratamento complementar para as pacientes com baixa resposta à estimulação ovariana.
Quatro publicações estudaram o uso da testosterona prévia nos tratamentos de fertilização in vitro: 2 com gel e 2 com patch.
Gel de testosterona:
1- Estudo feito na Coréia do Sul com 110 pacientes más respondedoras, onde metade recebeu testosterona gel 1% – (dose equivalente a 12,5 mg de testosterona com taxa de absorção de 10%), por 21 dias prévio ao ciclo associado a pílula. No grupo controle só deu pílula. Em todas foi usado Cetrotide. Observou: menos doses de gonadotrofina necessárias, menos dias, maior numero de óvulos coletados e fertilizados, mais embriões bons, maior taxa de implantação e maior taxa de gravidez no grupo de testosterona. Não foi observado efeito colateral.
2- Estudo realizado em paris com 50 mulheres, metade usou testosterona 1% 1g/dia (equivalente a 10 mg de testosterona por dia, com absorção de 10%). Usou por 15 a 20 dias antes do ciclo (durante o lupron ou durante uso de pilula), não houve diferença entre os grupos.
Patch (adesivo) de testosterona:
3- Estudo feito em Barcelona com 62 mulheres. Todas tiveram protocolo longo. Quando confirmava a supressão, metade usou 5 dias de patch de testosterona 2,5 mg/d antes de iniciar o estimulo. Houve menor número de ciclos cancelados, menor dose de gonadotrofina e menos dias.
4- Este estudo avaliou 25 más respondedoras e repetiu o protocolo prévio usando também 5 dias de adesivo de testosterona antes do estímulo e das 25, 20 tiveram melhor resposta com aumento de número de embriões e a taxa de gravidez foi de 30%.
CONCLUSÃO:
Apesar de já bastante conhecidas, as disfunções sexuais femininas deixam de ser diagnosticadas, muitas vezes, por inibição da paciente (que não apresenta a queixa) ou do médico (que se constrange de investigar). O diagnóstico desses quadros é de suma relevância, uma vez que interferem na qualidade de vida, além de estarem geralmente associados a questões de saúde geral. Analisar a função sexual da mulher auxilia, ainda, na identificação da causa de muitos conflitos psíquicos e relacionais e/ou quadros psiquiátricos. O tratamento das disfunções sexuais femininas é tanto mais difícil quanto mais precoces a instalação do quadro e a fase do ciclo de resposta sexual atingida. Comparativamente com os recursos já existentes para as disfunções sexuais do homem, as mulheres disfuncionais contam com menor número deles e menos critérios terapêuticos estabelecidos para fazer frente à saúde sexual de seus parceiros. A investigação clínica de rotina traz à tona a relevância da questão e a necessidade de mais pesquisas.
RESUMOS DA REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
1- Estudo publicado no renomado THE JOURNAL OF CLINICAL ENDOCRINOLOGY & METABOLISM de abril de 2011, diz que altos níveis de testosterona aumentam a massa óssea, massa magra e diminuem gordura em mulheres mais velhas.
Higher Serum Free Testosterone Concentration in Older Women Is Associated with Greater Bone Mineral Density, Lean Body Mass, and Total Fat Mass: The Cardiovascular Health Study
http://jcem.endojournals.org/content/96/4/989.abstract?sid=1cb1685d-41f6-4e10-bde2-264de7aae6c2
2- Estudo mostra que testosterona melhora a libido em mulheres.
Testosterone therapy in women: a review.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/15889125
3- Estudo mostra que deficiência de testosterona em mulheres é sugerida pela diminuição do bem-estar, cansaço persistente e inexplicável, diminuição do desejo e da receptividade sexual. Além disso o tratamento traz poucos efeitos adversos que podem ser totalmente manipulados se os níveis sanguíneos deste hormônio forem controlados.
A clinical update on female androgen insufficiency–testosterone testing and treatment in women presenting with low sexual desire.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/16800391
4- Estudo publicado no THE JOURNAL OF CLINICAL ENDOCRINOLOGY & METABOLISM mostra que o uso de estrogênios pela boca (via oral) aumenta a SHBG e diminui a testosterona livre, o que diminui massa muscular e óssea em mulheres.
Associations among Oral Estrogen Use, Free Testosterone Concentration, and Lean Body Mass among Postmenopausal Women
http://jcem.endojournals.org/content/85/12/4476.abstract?sid=5854c16d-8f99-46b9-aaa0-3c65ab043c04
5 – Insuficiência androgênica na mulher e potenciais riscos da reposição terapêutica – Arquivos Brasileiros de Endocrinologia.
“ Na mulher, os androgênios decrescem lenta e progressivamente a partir da quarta década e por toda a vida. O declínio dos androgênios pode gerar um estado de deficiência que se manifesta insidiosamente por diminuição da função sexual, bem-estar e energia, alterações na composição corporal e perda de massa óssea. Se há história de ooforectomia bilateral, pan-hipopituitarismo, supressão da androgênese adrenal e/ou os níveis séricos de testosterona biodisponível se encontram reduzidos, é provável que estes sinais e sintomas sejam aliviados pela administração criteriosa de androgênios, cuja prática tem se difundido. Nas doses atualmente preconizadas, parece que os benefícios sobre massa óssea, sexualidade e qualidade de vida são alcançados sem importantes efeitos colaterais de virilização.”
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_serial&pid=0004-2730&lng=en&nrm=iso
6- Projeto Diretrizes da Associação Médica Brasileira e do Conselho Federal de Medicina:
Terapêutica androgênica em mulheres: notem que que neste projeto da Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia a avaliação de níveis laboratoriais não se faz necessária.
http://diretrizes.amb.org.br/_BibliotecaAntiga/terapeutica_androgenica_feminina.pdf
7 – Reposição de testosterona melhora o desejo sexual e diminui a angústia.
Evaluation of the clinical relevance of benefits associated with transdermal testosterone treatment in postmenopausal women with hypoactive sexual desire disorder.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/17627745
The role of testosterone in the management of hypoactive sexual desire disorder in postmenopausal women.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19487090
Androgen therapy in women, beyond libido.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23647457
8 – Excelente artigo de revisão sobre diminuição do desejo sexual em mulheres.
Sexual Function in Elderly Women: A Review of Current Literature
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3349920/
9 – Disfunção sexual em idosos: idade ou doença.
Sexual dysfunction in the elderly: age or disease?
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/16391544
Clinical Inquiry: which treatments help women with reduced libido?
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23405381
Androgens in women before and after the menopause and post bilateral oophorectomy: clinical effects and indications for testosterone therapy.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22757734
10 – Revisão sobre a reposição de testosterona na mulher.
Testosterone therapy in women: a review
http://www.nature.com/ijir/journal/v17/n5/full/3901334a.html
11 – Reposição de testosterona diminui o colesterol total, o ruim ( LDL) e aumenta o bom (HDL).
Lipid profile modifications in post-menopausal women treated with testosterone gel.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22115702
12- Associação entre testosterona e “status” de relacionamento entre homens e mulheres.
Sociosexuality moderates the association between testosterone and relationship status in men and women.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21645516
13- O desejo e excitação sexual e as diferenças hormonais em mulheres holandesas e dos EUA na pré-menopausa, com ou sem desejo sexual.
Sexual desire, sexual arousal and hormonal differences in premenopausal US and Dutch women with and without low sexual desire.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21514299
14- Testosterona melhora a perda da libido em mulheres usando antidepressivos
De acordo com recente trabalho publicado no The journal of Sexual Medicine em março de 2014 pelo grupo do Dr. Fooladi da Monash University em Melbourne na Australia “A terapia com testosterona transdérmica resulta em um aumento significativo no número de eventos sexuais satisfatórios em comparação com a terapia com placebo, em mulheres com perda da libido por uso de inibidores seletivos da receptação de serotonina/inibidores da receptação de serotonina e noradrenalina (SSRI/IRSN). Isso fornece a primeira evidência de que a terapia com testosterona transdérmica pode ser uma opção para o tratamento de mulheres com perda da libido por uso de SSRI/IRSN, que precisam manter sua terapia antidepressiva.”
Testosterone improves antidepressant-emergent loss of libido in women: findings from a randomized, double-blind, placebo-controlled trial.
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/?term=Fooladi%2C+The+journal+of+Sexual+Medicine%2C+march+2014
15. Clinical management of low ovarian response to stimulation for IVF: a systematic review.
http://humupd.oxfordjournals.org/content/9/1/61.long
16. Pretreatment with transdermal testosterone may improve ovarian response to gonadotrophins in poor-responder IVF patients with normal basal concentrations of FSH.
http://humrep.oxfordjournals.org/content/21/7/1884.long
17.The effect of transdermal testosterone gel pretreatment on controlled ovarian stimulation and IVF outcome in low responders.
http://www.fertstert.org/article/S0015-0282(10)02203-X/abstract
18. How to improve the probability of pregnancy in poor responders undergoing in vitro fertilization: a systematic review and meta-analysis.
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