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Alteração da Frequência da Voz

ALTERAÇÃO DA FREQUENCIA FUNDAMENTAL DA VOZ EM TRANSSEXUAIS: “VOZ FEMININA”

Prof. Dr. Geraldo Pereira Jotz

A laringe é considerada uma víscera hormônio-dependente, por sofrer influência dos hormônios de maneira geral, que participam de sua evolução anatômica.
O músculo tireoaritenóideo (“Músculo da Prega Vocal”), nos homens, tem uma espessura aumentada, bem como um maior comprimento.
A voz grave característica dos homens (androfonia) pode ser modificada através de alterações anatômicas realizadas junto ao arcabouço laríngeo (mudança na posição da cartilagem). A tireoplastia tipo IV de Isshiki ou aproximação cricotireóidea é uma técnica cirúrgica indicada para tornar mais aguda a voz de pacientes que apresentam quadro de androfonia.

A tireoplastia tipo IV de Isshiki estira as pregas vocais, promovendo aumento da tensão e, consequentemente, reduzindo a massa das pregas vocais por unidade de comprimento. Durante esse processo, a freqüência vocal pode ser ajustada pelo controle da distância entre as cartilagens tireóidea e cricóidea, desde que a cirurgia seja realizada sob anestesia local. A fonoterapia pós-operatória é extremamente importante para adaptar a voz às novas condições laríngeas. Além disto, realiza-se a planificação do chamado “Pomo de Adão”, característica masculina da laringe. Este tipo de procedimento faz com que, externamente, a laringe apresente característica feminina.

Quando se opta pela mudança de sexo, com todo o aparato para transformar o transsexual em uma mulher perfeita, uma questão muito importante é o tom da voz que, muitas vezes, não é alterado, e continua a ser grave, como é a voz masculina.

A tentativa de criar tons forçados na colocação da voz, puxando para o agudo, na maioria das vezes a voz fica rouca, ou anasalada, não perdendo o tom grave, podendo facilitar o aparecimento de lesões nas pregas vocais (nódulos ou cistos) tornando a qualidade vocal mais grave ainda.

O trabalho realizado junto ao Instituto da Voz em Porto Alegre vai desde uma avaliação otorrinolaringológica a respeito do “status” laríngeo e condições de saúde em geral, bem como uma avaliação pré-operatória, durante a cirurgia e pós-operatória por parte de profissionais especializados na área Otorrinolaringológica e de Cirurgia de Cabeça e Pescoço, bem como por Fonoaudiólogos e Musicista. A paciente faz uma autoavaliação vocal através do VHI; logo após, passa por anamnese, exames clínicos e com vídeolaringoestroboscopia com otorrinolaringologista, sendo logo a seguir, avaliado pela fonoaudióloga e musicista. No Corpo Clínico do Instituto, fazem parte Professores Universitários da Área Otorrinolaringológica e Fonoaudiológica.

A  transcrição acima tem a permissão do autor.

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